domingo, 30 de março de 2014

3ª Guerra Mundial

Que rumo é este que estamos a seguir?
Estaremos nós sem sítio para fugir, 
Estar a salvo ou prestes a sucumbir?

Seremos para sempre um alvo?

Que espécie de mundo criamos?
Perfeito nos deram e nós o desordenamos
Tudo o que era um prazer passou a puro transtorno
É para esta posição que nos rebaixamos?!

Todos os nossos atos têm retorno…

Aprendemos a viver com medo,
Cada dia como se fosse a primeira vez,
Mas vivemos envoltos em segredo
E sem margem para um talvez…

Não sei de história ou de filosofia
E talvez a ética nem seja a minha melhor amiga,
Mas sei de uma nova geografia
Da qual faz parte um novo mundo.

Vastos são o sangue e o descontentamento que banham as águas
E nas correntes do Mar Negro que carregam as nossas mágoas
Somos governados por aqueles que se focam no seu interesse
E vão roubando o nosso Futuro, espezinhando o Presente.

Somos alvo do nosso próprio disparo!

Bombas atómicas, mísseis e até a internet,
Toda a evolução supostamente benigna
Toma partido do mundo como um passo para o futuro…
Não passando de uma atitude completamente maligna, 
A conquista de um pequeno Mundo!

Ideais numa mente nada digna, escura
Correm de geração em geração, sem abrandar,
Os caminhos dos jardins podres da amargura
Ao som gritos, acompanhados por momentos de tortura…

Vejo-a aproximar-se, derradeira!

Todos se querem envolver em contratempos. 
Só nos queríamos integrar numa comunidade mais justa…
Acabamos encurralados pelos antepassados,
Despoletando a pior guerra de todos os tempos!


Ângela Gonçalves & David Costa

O Inesperado

Hoje sinto-me alegremente negra,
Perdida na música
E apaixonada pela vida…

Será que ela me consegue ver?
Serei mais um somente a contemplar
O seu brilho no olhar
Parece não estar mais aqui, tal como eu, estou a desaparecer!

Todos pensam que sou uma jovem perdida,
A minha alma jamais me deixa vencer.
Estou presa, mas explosiva 
Quero sair! Não posso perder!

Ao fechar os olhos é como se a conseguisse decifrar,
Aquele punho cerrado perpetuado no Destino procurado
Rompe a brisa do vento, esse véu tão fino que cobre o Mundo,
Sinto a sua vida, balançando agressivamente pelo ar…

Concentro-me na minha música,
Ela envolve-me!
(E)levo a voz ao Olimpo,
Mas dou conta de um olhar
Que na realidade me encolhe.

Consegui ver os meus olhos nos seus, 
Quero falar, contar-lhe alguns segredos meus.
Nunca imaginei algo assim, estou assustado...
Tantas perguntas à procura de respostas... Estou petrificado!

Baixei a cabeça, corei…
Nunca tinha experimentado tal sensação.
Foi como se nunca tivesse sentido meu coração.
Sinto que chorei…
Não posso perder-me na ilusão,
Mas quem olha assim não teme um adeus…

Queria ir ao seu encontro, mas as minhas pernas não faziam o que queria
Somos apenas eu e ela, mais ninguém
Devia ser a primeira vez que o sentia... 
Onde estou? De que mundo novo é que ela vem?

Não sei o que fazer ou o que sentir,
Espero poder não me perder,
Mas o que me apetece é fugir…
(Dei por mim desamparada,
Sei que nunca mais irá acontecer…)

Deixei-me controlar.
Sem reacção comecei a caminhar sem saber onde ir,
Pus-me ao lado dela, tudo o que fiz foi sorrir.
Conheci o seu Mundo, acabei de lá chegar…

O que era negro em mim partiu,
Olhei para a frente e o futuro
Sorriu…

Ângela Gonçalves & David Costa

04-03-2014

O Meu Olhar Profundo

Tantas palavras por dizer, 
Suspiros que acabam por morrer
Olhares que acabam por faltar,
Destinos que não se deixam completar…

Sentimentos que se desvanecem pelo ar
Enquanto sonho é conduzido pelo acreditar…
Desejos que não passam disso:
Forças das quais eu preciso!

Perco-me onde não há volta a dar…
O sonho era crescente, a vida efervescente
Profundamente sentida e sofrida

O caminho traçado pelo Destino
Tão solene e mórbido, é espelho
Do meu olhar tão esquecido e profundo…

Ângela Gonçalves & David Costa


02-03-2014

Sociedade da Atualidade

Todas as histórias começam por
“Era uma vez…”
Neste caso, a ausência de conteúdo
Plausível aos olhos de um Velho como eu
Tornam tudo claro como o breu
E não há metáfora que assista
A esta sociedade consumista
Que ao longo dos anos se (des)fez…

O tempo não faz por esperar,
Não tenciona parar,
O falso é aquele que conquista
Aquilo que quer, mas nunca o necessita.
Percorrem os velhos o Destino
Cruel, seco e indefinido…
Para que se torne pior do que clandestino
Sentir que vão destruindo um passado perdido…

Antes, pensar era existir.
Hoje, consumir é viver.
Temos uma sociedade em pleno
A consumir o seu próprio veneno.
Amanhã voltar atrás será impossível…
A metafísica da vida está completamente
Perdida e longe de ser fogo ardente.
Esta sociedade é incompreensível!

É sedução enquanto não se consegue obter…
Depois de fazer chegar tudo à nossa mão,
A sociedade (como sempre) vai-se esquecer
E, aí, não vai passar de pura ilusão…
A sociedade não passa do Mostrengo da atualidade!
Consome o que pode, fala do que não deve
Acaba a dever, limita-se a sobreviver…
E sim: é esta a triste e verdadeira realidade!

Ângela Gonçalves & David Costa

03-03-2014

Voa, Nau do Amor

O tempo embarca na luz…
Que ao fundo do túnel, é como esperança.
Como um sonho de liderança,
Luz que reluz, e fogo da minha infância
Que se incendeia à distância...

Arde, por haver demasiada
Terra para percorrer…
Essa ilustre chama que tudo irá varrer,
É por ti que se acende, sem nada a temer…

O sonho iremos vencer.
Uma guerra vamos travar.
Essa meta a ultrapassar,
É nossa até o sentimento desaparecer…

Mas o mar do sonho não deixaremos morrer!

A floresta densa vamos atravessar,
No mundo em que iremos vencer,
Pois o sentimento mais forte
É saber amar…

Ângela Gonçalves & Francisco Leonardo