segunda-feira, 28 de maio de 2012

No silêncio daquela noite encantadora


Foi  no silêncio daquela noite encantadora
Que te vi pela primeira vez
Estavas triste, nua e desamparada
E aos meus braços vieste parar.

Agarrei-te num toque cheio de carinho e desajeitado
Por ter medo de te poder magoar
Se te agarrasse com demasiada força.

Eras frágil e pequena
No entanto, sabia que te ias tornar
Num ser forte e cheio de garra
Apenas continuaste pequena (em termos estéticos).
A altura nunca importou,
Irás sempre ser enorme (no teu intimo claro).

Só quero que saibas que nunca
Mas mesmo nunca esquecerei tal dia
Em que te vi pela primeira vez,
E, pela primeira vez, chorei de pura felicidade.

Ângela Gonçalves

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Para o irmão

   Foi nos teus olhos castanhos onde me vi espelhada e a tua cicatriz da típica fechadura achei tanto ou nada engraçada. Apreciei completamente concentrada cada curva do teu corpo e cada traço do teu rosto. Desde meras e eventuais imperfeições aos teus abdominais sedutores e à tua barba de duas semanas...
   Primeiro eras loiro e tinhas cabelo, agora estás careca e cada vez mais bonito. Brincamos a toda a hora e estamos sempre a implicar um com o outro, temos discussões de irmãos e passeios cheios de compaixão.
   Depois iremos continuar juntos e ninguém nos vai separar pois não há quem nos consiga chatear ou incomodar. Sinto a tua falta quando desapareces e nem te despedes de mim mas isso só me faz gostar mais de ti. Só te peço por favor que voltes sempre, caso contrário, correrei por todas as ruas à tua procura, sempre sem medo de me perder, apenas te quererei encontrar...
Ângela Gonçalves
 

 



terça-feira, 22 de maio de 2012

Não te deixes levar pela distância


Não te deixes levar  pela distância,
Especialmente quando esta se encontra
Entre os sonhos e a realidade.
Se és capaz de sonhar
És capaz de realizar…

Não há sonhos impossíveis
Apenas existem mais obstáculos
Em sonhos angelicais,
Que irás ultrapassar com orgulho
Pois não te deixo voltar atrás!

Ângela Gonçalves

E de repente tudo mudou



E de repente tudo mudou.
O relógio deixou de funcionar,
Os teus olhos não voltaram a brilhar,
E o teu sorriso nunca mais voltou...

Talvez seja a chuva
Ou mesmo a falta de energia.
Já não chovia e as plantas estavam secas,
E quando o sol brilhava,
Não te encontravas com a disposição adequada.

Os teus olhos estão vazios e já nem parecem avelãs,
As tuas mãos já não são suaves
E já não me sinto dentro de ti...

Não te enches daquilo que te dou...
Ignoras-me e apenas te lembras de mim quando te faço falta.
Por isso vou fechar-te as portas do meu coração
Até que mudes pois não irei amar mais ninguém... 

Ângela Gonçalves

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Agarra com força

Agarra com força
E não deixes fugir
Agarra sendo meigo
E dá todo o teu amor...
Isto claro se a amas
Pois ela não merece Sofrer por ti...


Não dês a entender aquilo que não sentes.

Nem mesmo, a toda a hora, aquilo que sentes.

Sê discreto e subtil

Com o belo toque de euforia e coragem.


Enfrenta todos os obstáculos por ela

Sempre sem olhar para trás 

Porque quando olhares:

É porque não a mereces

E tudo foi uma perda de tempo.


Não são admitidas perdas de tempo

Em corações tão frágeis como o dela...

Por isso, pensa duas vezes

Antes de te atirares de cabeça meu amor

Caso contrário,

Ambos sairão despedaçados,

Ambos irão temer o futuro

E apenas um saberá o que é a verdadeira dor...

Sendo só um é injusto,

E sendo injusto:

Volta a pensar!


Ângela Gonçalves


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Onde estás tu?

Onde estás tu?

Onde estás tu meu amor?

Que todas as noites apareces nos meus sonhos

E desapareces com o primeiro raio de luz

Ainda durante a madrugada.


Quem és tu por quem estou perdidamente apaixonada?

Tu que bateste nas portas do meu coração sem soar o truz truz habitual...

Tu que não passas de uma mera sombra

Que aparece demasiado nitida nos meus sonhos

Tu que me dás uma fome insaciável

E tanto me dás momentos de prazer como momentos de dor.



Por favor alimenta-me

Alimenta esta minha paixão...


Ângela Gonçalves

Escrever uma canção

Papel, lápis ou caneta, musicalidade e inspiração:
Quatro elementos necessários 
Para se escrever uma canção.
Um deles viaja constantemente.

Por isso, viajamos atrás dele
À procura da sorte.
Caminhamos, caminhamos, caminhamos
E nem sempre o encontramos
Ficamos frustrados,
Fazemos uma pausa
E voltamos a tenta
r...



Ângela Gonçalves

terça-feira, 15 de maio de 2012

O amor é um jogo sem fim

O amor é um jogo sem fim
Frágil como o cristal
E valioso como o marfim...

O amor é o começo de um jogo a dois
Um momento
Um sorriso
Um olhar...
Sem mas nem porquês
Com felicidade e sofrimento.

Encontra-se em ruas sombrias
Ou em mares de contentamento
E perde-se na eternidade...


Ângela Gonçalves & Ângela Abreu

Delimita o teu futuro

Há vários caminhos,
Tu podes escolher:
Queres poder e fama
Ou uma vida honesta e honrada?
Escolhes e traças o teu caminho
Mas não prevês os obstáculos.

Não é por isso que és menos feliz
A felicidade vai e vem.
Por vezes no seu auge quando
Superamos um obstáculo…

Há caminhos obscuros mas felizes
E caminhos iluminados mas sofridos…
Apenas escolhe
E nunca te arrependas!



Ângela Gonçalves

Não me deixes sozinho

Não me deixes sozinho
Podes ir,
Mas não me deixes
Pelo menos nesta altura
Em que mais preciso de ti.

Sei que nunca fiz por isso,
Mas não me abandones
Não te peço que me ames
Apenas quero que fiques comigo.

Faltam apenas algumas horas
Para acordar
Por favor, não me deixes sozinho
Fica apenas só mais um bocadinho. 



Ângela Gonçalves

Quero voar

Dá-me asas
Vamos voar
Daqui à Lua
E do céu ao mar.
Vamos para todo o lado
Menos para aquele
Em que nos possam encontrar…

Liberta as tuas asas e voa
Ninguém te pode aprisionar...


Ângela Gonçalves

Não vou fugir

Não vou fugir,
Sou forte e irei lutar;
Sou determinada e irei vencer!

Perdi-me no silêncio dos teus lábios
E no brilho do teu olhar...

São doces os morangos que me vendes
E envenenadas as maças que te devolvo.
Não é justo
Mas é assim.

Um dia irá melhorar
Irei ser doce e amável como tu-

Para já, temos de ir em busca da felicidade
Juntos ou separados

Vamos à luta
E vamos vencer!



Ângela Gonçalves

Quem canta seus males espanta

Eu canto, tu cantas, ele canta
Porque quem canta seus males espanta!
Vamos cantar até dizer mais não
Isso irá aquecer-nos o coração...
Liberta a fúria, o ódio e a dor
Liberta-te, sê feliz!

Nunca havemos de cantar a mesma canção
Não somos todos iguais...
Todos queremos ser felizes,
Todos queremos ser especiais!



Ângela Gonçalves

Eu quero ser livre

Olho para a frente
E vejo, na minha alma,
O espelho do meu passado
Só quero ser livre
E voar nas asas brancas do meu ser.

A liberdade não é algo que se atinge
É cedida dos outros para nós!
Se ninguém a ceder,
Ninguém a terá.

Olho para trás
E vejo espelhado o meu futuro...
Hoje apenas vivo o presente
E vejo-o pormenorizadamente.
É assim que se aproveita a vida
É assim que nos perdemos
Por ruas e estradas estreitas
Que tanto nos podem levar
Ao Paraíso
Ou ao mar da lava mais quente!



Ângela Gonçalves

Olho para a frente

Olho para a frente 
E é espelhado do meu passado
Aquilo que me vai na alma.
Só quero ser livre
E livre quero ser.

A liberdade não é algo que se atinge
É cedida dos outros para nós!
Se ninguém a ceder,
Ninguém a terá.
A nossa liberdade termina onde
Começa a liberdade dos outros…

Olho para trás
E vejo espelhado o meu futuro.
Nessa altura preocupava-me
Hoje apenas vivo o presente
E vejo-o pormenorizadamente.
É assim que se aproveita a vida
É assim que nos perdemos
Por ruas e estradas estreitas
Que tanto nos podem levar
Ao Paraíso como
Ao mar da lava mais quente! 



Ângela Gonçalves

És a luz do meu rosto

És a luz do meu rosto
E o brilho do meu olhar
Só me apetece estar contigo 
Porque só tu me fazes feliz (estar).

Não somos felizes
Por termos um sorriso
Estampado nos nossos lábios
Mas sim por fazermos 
Alguém sorrir.

E isto para dizer,
Que não estamos só felizes
Quando alguém nos faz feliz
Mas também quando
Fazemos alguém feliz.

Eu não gosto de ti
Por seres bonito
Mas sim por me fazeres feliz
Tal como tu deves gostar de mim,
Por eu te fazer feliz
E não por outra coisa qualquer!



Ângela Gonçalves

Quero-te agora

Quero-te agora,
Quero-te amanhã,
Quero-te depois,
Quero-te sempre!

Tu tens a minha alma
E mesmo assim me manténs calma.
As tuas mãos são suaves
E nelas me perdi…
Teus olhos são verdes e profundos
E neles eu me encontrei…
De seguida deste-me um beijo
E de todo o resto me esqueci.

Só a ti te desejo
Pois só contigo me sinto bem.
És o imenso mar
E eu o mais simples lago
Não estou aqui para rimar,
Mas sim para dizer que te amo!



Ângela Gonçalves

Era uma vez uma menina

Era uma vez uma menina
Que andava à procura da sua boneca
Mas entretanto ficou cansada
E foi dormir uma soneca…

Quando acordou,
Com um lugar estranho se deparou
Apenas via sol e mar
E algo estranho lhe tocava
Era areia,
Encontrava-se na praia
Contudo a menina nunca
A esse lugar tinha ido parar
E por esse motivo começou a chorar.

Longe dos seus pais,
Longe da sua boneca,
Longe da sua casa,
Longe do seu conforto.
Encontrava-se na praia,
Triste e desamparada,
Ela apenas chorava.

E como foi lá parar?
Ninguém sabe.
Apenas sabemos que a menina
Estava ali e chorava.

Pouco depois alguém a chamou
Diana!? Diana!?
Onde estás tu meu amor?
Era a mãe dela
A menina acordou
Da solidão e da dor ela voltou
Abraçou a mãe com toda a sua força
E chorou,
Desta vez feliz e contente
Pois descobriu que afinal não estava
Num outro continente.



Ângela Gonçalves

Olhares Indiscretos

É certo que este tema cativa aquele cativo que passa a vida a olhar indiscretamente, não porque sente que faz isso mas sim por ser curioso!
O resto da população interroga o porquê deste tema numa altura em que só se ouve falar de crise e mais crise. Pois eu aqui estou a desenvolver este tema porque é algo que às vezes me irrita e outras vezes pode ser a coisa melhor do mund
o, melhor dizendo é algo que me desperta atenção...
Há olhares e olhares: existem uns olhares que são simples e discretos e que não fazem mal a ninguém, mas existem outros que não são nada discretos e que por vezes vêm acompanhados de um ou dois piropos do tipo: “ O teu pai deve ser terrorista, és cá uma bomba!” e esses olhares irritam-me profundamente, só dá vontade de virar para trás e dizer: “ Cuidado, vê lá se aqui a bomba não está em contagem decrescente e prestes a chegar ao zero!”
As pessoas devem ser avaliadas e/ou julgadas pelas suas atitudes e não por aquilo que vestem ou pela forma como andam. E é por isso que os olhares acompanhados de piropos me irritam profundamente!
Faltava-me inspiração, por isso decidi ir passear e pouco tempo depois deparei-me com uma rua cheia de bares e, um pouco mais à frente nessa mesma rua reparei que por acaso me estavam a admirar, mas como foi um olhar bastante discreto não provocou em mim uma sensação de irritação e fúria, apenas me fez sentir bonita!
Pouco depois ocorreu-me que há uns meses atrás três homens na rua que sinceramente não pareciam muito conscientes de si mesmos passaram por mim e um deles disse: “Estás muito bonita!” e três segundos depois foi propositadamente contra uma árvore na tentativa de ter um olhar de volta…
São dois tipos de olhar que parecem não ter nada em comum um com o outro no entanto até têm. E o quê? Os dois olhares me apreciam de alto abaixo porém o que os difere é a forma como o agente da ação reage perante a situação e essa é a diferença entre ser subtil discreto e ser rude e pervertido!
Este tema leva-me a diferenciar o tipo de pessoa que é bem aceite na sociedade e aquele que não o é. E porquê? Porque existe uma grande diferença entre ser engraçado e estúpido se é que me faço entender. Existem olhares que têm a sua graça e esses, normalmente, vêm de pessoas que são bem aceites na sociedade porque se sabem comportar porém existem outros olhares que são tarados e que vem, geralmente, de pessoas que não se sabem comportar e por isso não são aceites ou não são tão bem aceites na sociedade.
O que pretendo dizer com isto é que vivemos numa sociedade hierarquizada, mas que com um pouco de bom senso poderíamos não conviver com níveis tão baixos.
Muito bem, isto começa em olhares e acaba na sociedade, algo estranho mas para mim faz muito sentido porque muitas aventuras da nossa vida começam apenas com um simples olhar indiscreto!


Ângela Gonçalves

Eu posso até fazer tudo por ti

Eu posso até fazer tudo por ti
Mas isso nunca chegará para compensar aquilo que fazes por nós.
Sei que sou chato, irresponsável e por vezes esquecido
Mas sei também que nem tudo pode estar perdido.

Sinto algo forte e inefável
Ademais, és tudo aquilo com que eu sonhei
És a mulher perfeita do meu ponto de vista
Mas eu aqui não sou ninguém
Por isso não se pode fazer disso lei.

Eu sei que abusei, te magoei
E no fim acabei por me arrepender
Tarde demais mas arrependi
Só gostava de voltar com o tempo atrás
Nem que fosse só para te dizer
Que és e serás o amor da minha vida.

Ângela Gonçalves

Por todos os caminhos te procurei

Por todos os caminhos te procurei,
Mas apenas sangue derramei.
Desapareceste sem rasto
e feita estúpida fui daqui ao nefasto...

Eras tudo aquilo com que sonhava
No entanto eu não significava o mesmo para ti
Eu não desisti
Pois já nada me restava
Para além de momentos e recordações 
Que antes enchiam os nossos corações.

Apenas te queria dizer
O quanto me fizeste feliz
Só que não te encontrei
Porque estava ás escuras...
Não me consegui satisfazer,
E então mergulhei no chafariz
Toda encharcada fiquei,
Coberta de palavras obscuras...

Ângela Gonçalves

Perspetiva de Vida



Ontem fui visitada pelo arrependimento, hoje presenteia-me a felicidade e amanhã provavelmente passará por cá o ódio… Não somos propriamente máquinas programadas para nos sentirmos sempre felizes. E, para além do mais, nada faria sentido se isso acontecesse, pois uma vida em que todos os dias nos sentíssemos felizes, perderia todo o seu sentido.
Se tudo o que fazemos é feito a pensar em atingir o auge da felicidade, como faria a vida sentido se fôssemos sempre felizes?
Estar feliz não significa ser feliz assim como estar deitado não significa estar a dormir, ou seja, podemos fingir uma coisa e sentir outra ou transparecer, mesmo que acidentalmente, aquilo que não nos vai na alma…
Então, vivemos a vida com o objetivo de sermos felizes e a felicidade é um estado de espírito desejado a todo o momento, mas a verdade é que o nosso estado de espírito não é constante, a felicidade ora vem, ora vai e nunca permanece intacta! Às vezes é forte, outras vezes mal a sentimos; pode provocar sensações abundantes de alegria ou apenas simples sorrisos.
Só descobrimos o que é a felicidade na sua totalidade quando esta desaparece e aí, apercebemo-nos do quão felizes éramos até àquele momento em que ela nos deixou. E, a partir daí, voltamos a correr atrás dela com mais força do que nunca, ou então entramos numa profunda depressão mas isso vai depender do tipo de pessoa que somos ou mesmo dos amigos que temos… Os amigos e a família são algo muito importante neste processo, pois não atingimos a felicidade quando só nós nos sentimos felizes, mas sim quando nós estamos, as pessoas à nossa volta também e quando a relação entre nós e elas é estabelecida de maneira a que tudo esteja em equilíbrio.
Apenas tenho mais uma reflexão a fazer…Ela é singela e requintada, transforma o vazio em algo cheio de brilho, lágrimas em borboletas, dores em gargalhadas, sangue em doce de morango…
Felicidade, essa é a palavra-chave para que toda a magia do universo se torne na mais pura realidade…

Ângela Gonçalves