Eu quero apanhar luas
Já que este Sol me deixa só...
Vamos viver eternamente enamorados
Na serenidade deste dia e debaixo deste luar...
Vem comigo, nada nos pode parar!
Tenho este desejo sem sabor de que nada irá mudar,
O pressentimento de que nada acabará em dor,
Nada haverá para além do amor...
Vem comigo, neste jogo sem fim,
Onde somos solitários jogadores,
Vem, senta-te ao pé de mim!
Quero-te comigo num jogo de sabores
Na tua cama com lençóis de cetim...
Vamos ser desta história os enunciadores...
Ângela Gonçalves
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
O Desejo de Mudança
Quero escrever algo diferente.
Ver o que o futuro me traz,
Se der um passo em frente…
E sem que eu olhe para trás,
Mesmo que seja isso que tenho em mente,
Quero mudar,
Acrescentando algo mais ao meu Presente...
Apenas quero escrever algo diferente!
É uma sensação que me faz querer voar,
Mas sem tirar os meus pés da terra...
O que a alma me faz gritar, a caneta tenta decifrar
O choro nas minhas palavras e os gemidos nas entrelinhas...
Os calafrios pelo meu corpo são contagiantes,
Os sopros da tua líbido exorbitantes...
Quero experimentar algo que apenas conhecia no sonho,
Quero ser diferente!
Mostrar algo mais que a minha e a tua gente,
Mostrar que consigo não ser medonho…
Elevar todo o meu sentimento e empenho,
Elevar a alma e o perverso
Para escrever um novo verso…
Verso escaldante, esfrias nas minhas mãos!
Tu que rasgas o peito e aconchegas corações,
Vem até mim numa brisa leve de verão!
E quando no fim me encobrires,
Na neve branca do Inverno,
Afasta esta louca solidão!
Faz de mim um ser diferente!
Faz-me crescer!
Ensina-me uma filosofia de vida,
Que seja capaz de curar qualquer ferida…
Ângela Gonçalves & Dave Costa
sábado, 14 de dezembro de 2013
Repugnância
Gatos!
Estas pestes que se limpam sem auxílio
De nada nem ninguém…
Dormem de manhã à noite como
Se não houvesse mais nada
Para além de hoje.
Como se o amanhã não existisse
E como se eu fosse sua criada…
Quero deixá-los no caminho para a extinção,
Percorrendo as ruas do inferno
Para lá chegar…
Simplesmente não gosto!
Tenho direito…
E fico por aqui.
Prefiro os Pandas.
Xau!
Ângela Gonçalves
Estas pestes que se limpam sem auxílio
De nada nem ninguém…
Dormem de manhã à noite como
Se não houvesse mais nada
Para além de hoje.
Como se o amanhã não existisse
E como se eu fosse sua criada…
Quero deixá-los no caminho para a extinção,
Percorrendo as ruas do inferno
Para lá chegar…
Simplesmente não gosto!
Tenho direito…
E fico por aqui.
Prefiro os Pandas.
Xau!
Ângela Gonçalves
Poema Sem Divisão Estrófica
A vida é cheia de muros e paredes,
Prédios altos e ruas sem fim…
Barcos sem rodas,
Carros sem velas…
O mar dos contentamentos
E a janela dos tormentos,
Tudo parece uma barreira
Que impede a felicidade…
(Distância horrenda,
Destino cruel,
Deixa o meu Mundo!
Deixa-me ser-Lhe fiel…)
Olho para trás e vejo o horizonte.
Destruo todos os obstáculos,
Contemplo-Te…
Não há divisão entre dois mundos…
Há um todo, todo junto,
Que iremos construir.
“Ponte da felicidade, cresce em nós!”
Ângela Gonçalves
Prédios altos e ruas sem fim…
Barcos sem rodas,
Carros sem velas…
O mar dos contentamentos
E a janela dos tormentos,
Tudo parece uma barreira
Que impede a felicidade…
(Distância horrenda,
Destino cruel,
Deixa o meu Mundo!
Deixa-me ser-Lhe fiel…)
Olho para trás e vejo o horizonte.
Destruo todos os obstáculos,
Contemplo-Te…
Não há divisão entre dois mundos…
Há um todo, todo junto,
Que iremos construir.
“Ponte da felicidade, cresce em nós!”
Ângela Gonçalves
Opeth - Harvest
No meio de tal melodia
Sinto a morte a cada passo em falso…
Começa, sinto amor mas também abulia,
Dou por mim a pensar na partida…
Transmite calma,
Ao mesmo tempo,
Faz-me feliz!
Mensagem cheia de significado
Que me torna uma pequena aprendiz.
(Não é fácil fazer-se um poema
A partir de um outro.)
Só sei sentir!
A melodia completa a minha alma…
Só sei ouvir!
E o significado retira-me toda a calma…
Ângela Gonçalves
Sinto a morte a cada passo em falso…
Começa, sinto amor mas também abulia,
Dou por mim a pensar na partida…
Transmite calma,
Ao mesmo tempo,
Faz-me feliz!
Mensagem cheia de significado
Que me torna uma pequena aprendiz.
(Não é fácil fazer-se um poema
A partir de um outro.)
Só sei sentir!
A melodia completa a minha alma…
Só sei ouvir!
E o significado retira-me toda a calma…
Ângela Gonçalves
a única forma de O descrever
Não são grunhidos,
Não é barulho!
Não! Não! Não!
Vocês não percebem a felicidade
Que me traz e a calma que atinjo…
Sinto alegria, estou relaxada
Liberto todas as mágoas
Solto o meu verdadeiro eu…
Consome-me todo o meu mal,
Revela o meu lado grotesco,
Mas faz-me feliz!
Não são grunhidos,
Não é barulho!
Não! Não! Não!
É o Metal, o Melhor sentimento que há no Mundo!
Ângela Gonçalves
Não é barulho!
Não! Não! Não!
Vocês não percebem a felicidade
Que me traz e a calma que atinjo…
Sinto alegria, estou relaxada
Liberto todas as mágoas
Solto o meu verdadeiro eu…
Consome-me todo o meu mal,
Revela o meu lado grotesco,
Mas faz-me feliz!
Não são grunhidos,
Não é barulho!
Não! Não! Não!
É o Metal, o Melhor sentimento que há no Mundo!
Ângela Gonçalves
Fingimento Real
Finjo nas minhas lágrimas
Um ideal incapaz do meu alcance…
Um futuro que vejo de relance,
Um espanto para as minhas mágoas…
O gemer do vento que sopra de leste,
Enquanto saboreio as tuas palavras carinhosas,
É como se estivesse a flutuar no paraíso…
Perco-me na visão do futuro,
Na minha alma tudo está escuro.
Procuro por mim pela estrada fora
E tudo o que encontro são apenas fragmentos da minha memória…
A réstia visão de que o mundo era bom,
O sentimento de felicidade,
Inundava o meu ser de ilusões…
Dou por mim caída,
Gemendo de dor,
Sufocando sofrimento,
Desejando a despedida…
Não posso querer cair,
Não tenho como fugir,
Não consigo corrigir
Nenhum dos meus erros
E alcançar os objetivos
Que outrora me faziam feliz…
Finjo a minha dor para poder saber o que é o amor,
Finjo a minha prisão para apreciar a liberdade,
Finjo o feio para gostar do belo
Finjo a luta para desejar a paz…
Finjo ser de outro mundo para me sentir em casa…
Finjo como se não houvesse amanha…
Sou feliz como se o ontem nunca existisse
E vivo o presente como uma condição universal…
Desejo o futuro
como se fingisse
Que ele é o inatingível.
Morro jovem e sábia
De palavras tristes
E desgostos constantes…
Sequeosa demais para um mundo potável.
Irresponsável fugaz sentido sem nexo.
Corre em mim sangue puro…
Volto para o meu quarto escuro e
Fico fingindo o meu futuro…
Ângela Gonçalves
Um ideal incapaz do meu alcance…
Um futuro que vejo de relance,
Um espanto para as minhas mágoas…
O gemer do vento que sopra de leste,
Enquanto saboreio as tuas palavras carinhosas,
É como se estivesse a flutuar no paraíso…
Perco-me na visão do futuro,
Na minha alma tudo está escuro.
Procuro por mim pela estrada fora
E tudo o que encontro são apenas fragmentos da minha memória…
A réstia visão de que o mundo era bom,
O sentimento de felicidade,
Inundava o meu ser de ilusões…
Dou por mim caída,
Gemendo de dor,
Sufocando sofrimento,
Desejando a despedida…
Não posso querer cair,
Não tenho como fugir,
Não consigo corrigir
Nenhum dos meus erros
E alcançar os objetivos
Que outrora me faziam feliz…
Finjo a minha dor para poder saber o que é o amor,
Finjo a minha prisão para apreciar a liberdade,
Finjo o feio para gostar do belo
Finjo a luta para desejar a paz…
Finjo ser de outro mundo para me sentir em casa…
Finjo como se não houvesse amanha…
Sou feliz como se o ontem nunca existisse
E vivo o presente como uma condição universal…
Desejo o futuro
como se fingisse
Que ele é o inatingível.
Morro jovem e sábia
De palavras tristes
E desgostos constantes…
Sequeosa demais para um mundo potável.
Irresponsável fugaz sentido sem nexo.
Corre em mim sangue puro…
Volto para o meu quarto escuro e
Fico fingindo o meu futuro…
Ângela Gonçalves
Resumo do Poema Tabacaria de Álvaro de Campos
Não faço sentido, nem nada à minha
Volta tem sentido.
Angustiado com esta vida,
Oscilo como o pêndulo de um relógio, entre
O meu mundo e o Universo.
Faço de mim aquilo que posso
Obtenho do mundo algo não justo…
Desisto como se fosse um fraco
(Estou a explodir,
Olho à janela
Sento-me e concentro-me de novo…)
No cimo, onde estou,
Vejo e contemplo aquilo que passa
Sou ausente daquilo que dou
Por não puder ser aquilo que sou
Não nasci para ser rei;
Esperei que houvesse algo para lá
Da realidade que sei.
Não creio neste Eu,
Não sei o que me espera.
O mundo é opaco, o mundo é alheio,
É ele próprio, uma esfera,
Uma incógnita.
Invejo a criança como a felicidade que não tenho,
O niilismo que tenho em mim
Arrebata-me e confronta-me constantemente…
Não como chocolates feliz…
Não encontro nas palavras o sabor da conquista…
Carolina Leote Godinho
Marta Pereira
Ângela Gonçalves
Volta tem sentido.
Angustiado com esta vida,
Oscilo como o pêndulo de um relógio, entre
O meu mundo e o Universo.
Faço de mim aquilo que posso
Obtenho do mundo algo não justo…
Desisto como se fosse um fraco
(Estou a explodir,
Olho à janela
Sento-me e concentro-me de novo…)
No cimo, onde estou,
Vejo e contemplo aquilo que passa
Sou ausente daquilo que dou
Por não puder ser aquilo que sou
Não nasci para ser rei;
Esperei que houvesse algo para lá
Da realidade que sei.
Não creio neste Eu,
Não sei o que me espera.
O mundo é opaco, o mundo é alheio,
É ele próprio, uma esfera,
Uma incógnita.
Invejo a criança como a felicidade que não tenho,
O niilismo que tenho em mim
Arrebata-me e confronta-me constantemente…
Não como chocolates feliz…
Não encontro nas palavras o sabor da conquista…
Carolina Leote Godinho
Marta Pereira
Ângela Gonçalves
Espontaneidade
Senta-te comigo no escuro
E contempla a minha alma.
Serve-te do passado
Para alimentar o futuro…
Deita-te ao meu lado,
Vem ver as estrelas!
Agarra-te a mim,
Vamos ser apenas nós…
Adormece comigo nesta realidade sonhada,
Faz de mim uma estúpida apaixonada,
Talvez um dia possamos concretizá-la…
Um dia ou uma noite daquelas sem fim
Talvez nos possamos amar como eternos enamorados
E talvez aconteça o que menos espero de mim…
Ângela Gonçalves
E contempla a minha alma.
Serve-te do passado
Para alimentar o futuro…
Deita-te ao meu lado,
Vem ver as estrelas!
Agarra-te a mim,
Vamos ser apenas nós…
Adormece comigo nesta realidade sonhada,
Faz de mim uma estúpida apaixonada,
Talvez um dia possamos concretizá-la…
Um dia ou uma noite daquelas sem fim
Talvez nos possamos amar como eternos enamorados
E talvez aconteça o que menos espero de mim…
Ângela Gonçalves
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Constante Intemporal
Os meus pensamentos são inconstantes
E consciente da minha realidade
Elevo a minha imaginação a um outro nível,
Onde nem tudo são campos verdejantes
E reina a desigualdade…
Por um lado temos
A dor e o sofrimento
De uma comunidade
Que fora descriminada…
Tratada abaixo dos direitos humanos…
De um outro lado encontramos
A riqueza extrema
De quem pode contemplar
Estas magnificas paisagens
Sem medo de que o seu mundo vai acabar…
Tenho a sorte de nunca
Ter vivenciado a primeira.
Tristeza e revolta dos judeus
Trancados e cercados...
Tratados abaixo de cão…
Justiça foi algo que faltou.
Julgam-se pela etnia neste
Jogo religioso infantil que
Jamais poderá ser esquecido.
Javardos são os que viram tudo calados…
Tanta dor e sofrimento,
Injustiça e desprezo!
Nada pode continuar assim!
Sádicos humanos descrentes!
Sois o lixo e toda a poluição
Do "nosso" belo planeta azul
Que de "vosso" não tem é nada!
Girai em torno do inferno
Se não quereis ter como rei o Sol!
Morram longe de tudo e com angústia
Se a vossa vontade é a discriminação!
Ninguém imagina o sofrimento
De morrer sem saber a razão,
De trabalhar como um escravo
E perder aqueles que nos são mais próximos.
Ninguém sonha com mais do que
Dinheiro, poder e ilhas desertas,
Pois a vossa imaginação é tão fraca
Como estrume que não fertiliza!
Homens! Não há nada que o tempo recupere
Mas tudo ele sempre cura!
E nós somos a reviravolta
Se acabarmos com toda esta secura!
Ângela Gonçalves
E consciente da minha realidade
Elevo a minha imaginação a um outro nível,
Onde nem tudo são campos verdejantes
E reina a desigualdade…
Por um lado temos
A dor e o sofrimento
De uma comunidade
Que fora descriminada…
Tratada abaixo dos direitos humanos…
De um outro lado encontramos
A riqueza extrema
De quem pode contemplar
Estas magnificas paisagens
Sem medo de que o seu mundo vai acabar…
Tenho a sorte de nunca
Ter vivenciado a primeira.
Tristeza e revolta dos judeus
Trancados e cercados...
Tratados abaixo de cão…
Justiça foi algo que faltou.
Julgam-se pela etnia neste
Jogo religioso infantil que
Jamais poderá ser esquecido.
Javardos são os que viram tudo calados…
Tanta dor e sofrimento,
Injustiça e desprezo!
Nada pode continuar assim!
Sádicos humanos descrentes!
Sois o lixo e toda a poluição
Do "nosso" belo planeta azul
Que de "vosso" não tem é nada!
Girai em torno do inferno
Se não quereis ter como rei o Sol!
Morram longe de tudo e com angústia
Se a vossa vontade é a discriminação!
Ninguém imagina o sofrimento
De morrer sem saber a razão,
De trabalhar como um escravo
E perder aqueles que nos são mais próximos.
Ninguém sonha com mais do que
Dinheiro, poder e ilhas desertas,
Pois a vossa imaginação é tão fraca
Como estrume que não fertiliza!
Homens! Não há nada que o tempo recupere
Mas tudo ele sempre cura!
E nós somos a reviravolta
Se acabarmos com toda esta secura!
Ângela Gonçalves
Centopeia Humana
Mutilação dolorosa aquela que nos une,
Restos de sangue e de fezes
Enchem a minha boca dorida...
Ao ver aquela cara de tarado
E aqueles olhos a brilharem de excitação,
Só me apetece defecar...
É demoníaco e olha para nós
Como se fôssemos a sua melhor invenção,
A sua melhor pornografia, talvez...
O que está à minha frente
Tenta gemer de boca cheia,
Implora para conseguir vomitar,
Morre...
O demónio ri-se maleficamente...
A dor penetra o meu ser,
O cheiro é nauseabundo e confuso.
Paira no ar o diabo...
Ri-se e atinge o auge da felicidade
Por nos ver aqui,
A morrer...
Talvez da pior forma possível,
Comendo, cheiranto e vomianto desespero...
Ângela Gonçalves
Restos de sangue e de fezes
Enchem a minha boca dorida...
Ao ver aquela cara de tarado
E aqueles olhos a brilharem de excitação,
Só me apetece defecar...
É demoníaco e olha para nós
Como se fôssemos a sua melhor invenção,
A sua melhor pornografia, talvez...
O que está à minha frente
Tenta gemer de boca cheia,
Implora para conseguir vomitar,
Morre...
O demónio ri-se maleficamente...
A dor penetra o meu ser,
O cheiro é nauseabundo e confuso.
Paira no ar o diabo...
Ri-se e atinge o auge da felicidade
Por nos ver aqui,
A morrer...
Talvez da pior forma possível,
Comendo, cheiranto e vomianto desespero...
Ângela Gonçalves
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Incompreensão Irreversível
Não sei o que tenho a mais ou a menos,
Não percebo o que é aquilo que me falta…
E aquilo que podem pensar de mim
Ultrapassa-me completamente.
Não vou deixar de ser aquilo que sou,
Muito menos antes de perceber aquilo que se passa…
Dou por mim desatenta e desorganizada,
Com falta de tempo para tudo e sem jeito para nada…
Não sei aquilo que quero
E inquieta-me saber que
Não tenho como descobrir
Aquilo que desejo ou posso fazer…
Simplesmente não percebo!
Mas também não vou fazer
Com que me magoe mais.
Vou apenas esquecer!
Não dar importância!
A vida é apenas aquilo
Que nós queremos que ela seja.
Nada pode acontecer
Se não for planeado por nós.
O futuro acontece como consequência
Dos nossos atos e pensamentos.
E não são isto apenas frases,
São factos e momentos.
Dores adormecidas, vidas sofridas,
Almas perdidas e realidades fingidas.
Não é tudo isto uma ilusão?
Todas ou alguma destas questões nos farão felizes?
Será que alguém alguma vez o sentiu?
Não sei quantos sentimentos tenho…
Estou perdida e infeliz…
Não quero voltar ao passado
E muito menos viver o presente.
Existirá algum destes tempos?
Não sei… Não sei quantas
Mais questões posso fazer
Nem quantos sentimentos
Consigo negar…
Será solução morrer?
Será que conseguirei amar?
Só queria não exigir tanto de mim
Como outrora fora, sem um fim.
Não consigo ser eu assim…
Ângela Gonçalves
sábado, 2 de novembro de 2013
O Toque Negro da Maresia
Tenho em mim um oceano
De lágrimas adormecidas pela
Ideia falsa que me dão de felicidade…
Elas são acordadas
Pelo gigante botão de autodestruição
Da máquina dos sonhos.
Primeiro um, depois outro…
E assim, lentamente, deixam-me em mil pedaços.
Os nós que eram duplos e fortes
Desfazem-se como simples laços.
A dor que estivera em coma
É bem pior tê-la do que
Nunca mais poder ir a "roma"…
Despejo em ti toda a minha frustração.
Sofro de constantes erupções interiores
Que vou manifestando silenciosamente.
Acumulo energia como uma rocha
Prestes a colapsar com enorme tensão.
E nada disto se poderá comparar
Com a teoria do ressalto elástico…
Quero apenas poder libertar-me,
Deitar fora toda a energia negativa
Que me afunda em todos os 7 mares…
A paixão nunca mais se acendeu em mim,
O ódio é algo que não pode escapar-me…
Sofro de tanta dor que se apodera desta
Pseudo simbiose que tem comigo…
Jamais poderei viver feliz assim e aqui.
Só preciso de caminhar para um final.
Deixar-me prosseguir sem olhar para trás,
Viver como se de nada fosse capaz…
Só resta esperar que me afogue em paz…
Ângela Gonçalves
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Perdida na Multidão
O ar claustrofóbico rodeia-me
Como um abraço bem apertado,
De alguém que eu não goste,
Num dia completamente errado…
E fora de conversas,
Enquanto olhava distraída
Para as casas antigas
No meio destas travessas,
Fui arremessada por um sopro,
Que mais parecia o cântico de uma ménade.
Flutuei como se seguisse o aroma
De uma tarte fresquinha…
E, já num beco sem saída
Com melhor aspeto que o do filme
Um gato cinzento a tarde comia…
Mais tarde senti, que se nada
Se alterasse, a minha vida seria apagada.
E foi nesse momento que recorri a este fingimento poético
Para sonhar um dia ter um final moralmente ético.
Ângela Gonçalves
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Férias
Estou de férias,
Mas não deixei de viver,
Nem deixei de sonhar.
Não é aqui que a poesia acaba.
Nas férias a poesia renasce!
Torna-se o caminho mais belo
Traz ao mundo uma humanidade revigorada…
Solta a minha alma
com a caneta presa ao papel…
Poesia é isto mesmo!
É estar de férias
E viver continuamente!
Poesia é ser,
Poesia é viver!
Ângela Gonçalves
terça-feira, 16 de julho de 2013
O Vizinho
Tão bela e florida
A quinta nova do vizinho.
Tão fresca e relaxante
A piscina do vizinho.
Tão novo e confortável
O carro do vizinho.
Tão desagradável e cruel
É a nossa vidinha sem quinta,
Sem piscina e sem carro novo
E ainda pagar todos os luxos do vizinho...
Tão bom seria trabalhar
Se todo o esforço fosse recompensado,
Em vez de cair todo no vizinho
Que apenas declara o salário mínimo...
Ângela Gonçalves
A quinta nova do vizinho.
Tão fresca e relaxante
A piscina do vizinho.
Tão novo e confortável
O carro do vizinho.
Tão desagradável e cruel
É a nossa vidinha sem quinta,
Sem piscina e sem carro novo
E ainda pagar todos os luxos do vizinho...
Tão bom seria trabalhar
Se todo o esforço fosse recompensado,
Em vez de cair todo no vizinho
Que apenas declara o salário mínimo...
Ângela Gonçalves
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Pringles
Pringles, minhas amadas,
Acompanharam-me na infância
E agora deixaram-me perdida,
No meio de tudo e no meio do nada...
Podem dar-me cancro,
A longo prazo,
Mas já me deram as badanas
De que eu tanto gostava, apagadas...
Partem-me assim o coração
E vão-se embora...
Afinal nunca foram batatas!
Deram-me uma lata de Pringles,
Quando era pequenina...
Agora sou viciada e estou perdida...
Ângela Gonçalves
Acompanharam-me na infância
E agora deixaram-me perdida,
No meio de tudo e no meio do nada...
Podem dar-me cancro,
A longo prazo,
Mas já me deram as badanas
De que eu tanto gostava, apagadas...
Partem-me assim o coração
E vão-se embora...
Afinal nunca foram batatas!
Deram-me uma lata de Pringles,
Quando era pequenina...
Agora sou viciada e estou perdida...
Ângela Gonçalves
Desespero De Uma Esfomeada
Eu sofria de um problema…
E era obrigada a comer
De hora em hora!
Trabalhava numa empresa
De restauração de fast food.
Até que num dia, aparentemente maravilhoso,
Recebi esta carta:
“Informo V. Exa. que,
Devido a problemas
Na gestão dos gelados…
A empregada foi vista
A comer gelado diretamente
Da torneira!
Em vez de estar a fritar
As nossas batatas fritas,
Estava perdida no meio do
Gelado que nos roubava…
Sou então, através desta empresa,
Obrigado a suspender os seus serviços…”
Foi então que descobri
Que não podia mais trabalhar
Em qualquer zona de restauração…
E aprendi a levar sempre comigo
A minha lancheira, preparada para qualquer crise…
Ângela Gonçalves.
E era obrigada a comer
De hora em hora!
Trabalhava numa empresa
De restauração de fast food.
Até que num dia, aparentemente maravilhoso,
Recebi esta carta:
“Informo V. Exa. que,
Devido a problemas
Na gestão dos gelados…
A empregada foi vista
A comer gelado diretamente
Da torneira!
Em vez de estar a fritar
As nossas batatas fritas,
Estava perdida no meio do
Gelado que nos roubava…
Sou então, através desta empresa,
Obrigado a suspender os seus serviços…”
Foi então que descobri
Que não podia mais trabalhar
Em qualquer zona de restauração…
E aprendi a levar sempre comigo
A minha lancheira, preparada para qualquer crise…
Ângela Gonçalves.
sábado, 15 de junho de 2013
Um Toque de Saudade
Tenho saudades de sentir no coração
O calor da chama quente que se acende
Quando se ama…
Não gosto de ser fria nem magoada.
Os tempos que passaram,
Naquele Inverno frio e chuvoso
Que contigo se tornou quente e harmonioso,
Foram cobertos de amor puro e êxtase…
Os tempos que decorrem
Brotam lágrimas de solidão
E tentam acender
O rastilho de esperança que há em ti…
Foste quem me fez feliz.
Foste quem me desiludiu.
És o meu pensamento
E as lágrimas que me escorrem da face.
Eras um recanto escondido
Onde podia ser eu mesma,
Ser feliz!
Tenho saudades de sentir o teu toque
Na minha face carregada do amor incondicional
Que eu sinto por ti…
Tenho saudades de te poder agarrar
E ter-te bem perto de mim,
Naquele desabafo…
Tenho pena de te ter perdido assim.
Ter ficado sozinha e desamparada
Neste mundo tão falso.
Tenho pena de ter perdido a coragem
E toda aquela força
Que outrora tinha para lutar..
Talvez hoje não estaria aqui sozinha
Mas sim contigo, de mãos dadas,
No quintal da vizinha
A colher do fruto proibido…
Ângela Gonçalves
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Casa Abandonada
Uma casa abandonada,
Mil memórias esquecidas
E um amontoado de desilusões…
Um toque a maresia
Leva-te ao mundo da fantasia
De onde só regressas
Quando encontrares uma solução
Para os problemas do mundo real!
Um caminho estreito retalhado de paralelo
Esculpido com o suor do trabalho.
Casinhas estreitas ao longo desse atalho…
Numa delas, na tal abandonada,
Encontrei a entrada para um mundo desconhecido
De onde não quero sair enquanto
Não encontrar uma ponta de esperança
Para salvar estes tristes do seu destino fatal...
Ângela Gonçalves
terça-feira, 28 de maio de 2013
Sono
A inspiração do poeta
Não provém de
Fases piores da vida,
Mas sim do sono!
Aquele que nos leva
À fantasia dos sonhos
E a uma realidade imaginada.
Onde o sonhador
Vence o trabalhador...
O sono aquele que,
Apesar de nos deixar
Inconscientes ser
Aquele que nos dá vida.
O que traz ânimo
E toma conta de nós.
O que nos faz crescer
E nunca nos deixa sós.
Ângela Gonçalves
Não provém de
Fases piores da vida,
Mas sim do sono!
Aquele que nos leva
À fantasia dos sonhos
E a uma realidade imaginada.
Onde o sonhador
Vence o trabalhador...
O sono aquele que,
Apesar de nos deixar
Inconscientes ser
Aquele que nos dá vida.
O que traz ânimo
E toma conta de nós.
O que nos faz crescer
E nunca nos deixa sós.
Ângela Gonçalves
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Interrogação Implacável
O contacto com alguém diferente
Fez-me ir parar à estrada.
Aquela repleta de sentimentos
Onde não sabemos
Se devemos guardar a espada
E entregar a chave do nosso coração.
A esse alguém, a essa razão inexplicável…
A um mundo totalmente desconhecido
A uma alma talvez desamparada.
Que faço eu aqui,
No meio desta estrada?
Procuro por mim
Procuro por ti
Procuro um início
E procuro um fim…
Tento arranjar explicações
Torno tudo questionável…
A filosofia não é a minha ciência,
Mas ela fará de mim um ser inexorável…
Tenho pena que tudo seja assim.
Tenho pena de não encontrar soluções
E não cair em ilusões.
Gostaria de encontrar um início
Para descobrir uma ponta
De realidade…
Ângela Gonçalves
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Arrumação Cerebral
Não, não deixes
Tudo fora do lugar.
Organiza a mente!
Põe as ideias em ordem
Há falta de organização.
Liberta o pensamento,
Existe liberdade de expressão.
Ângela Gonçalves
Tudo fora do lugar.
Organiza a mente!
Põe as ideias em ordem
Há falta de organização.
Liberta o pensamento,
Existe liberdade de expressão.
Ângela Gonçalves
Fatores da Natureza
Luz do Sol,
Penetra o meu corpo,
Dá cor à minha pele
E ânimo à vida!
Escuridão da noite,
Deixa-me sozinha
Perdida no escuro,
Com medo do Mundo.
Força do vento,
Voa para longe
Deixa o meu pensamento.
Energia das marés,
Bate com força
Mas não me deixes cair.
Mãe Natureza,
Põe tudo em ordem
Leva os homens maus
Para fora daqui!
Ângela Gonçalves
Penetra o meu corpo,
Dá cor à minha pele
E ânimo à vida!
Escuridão da noite,
Deixa-me sozinha
Perdida no escuro,
Com medo do Mundo.
Força do vento,
Voa para longe
Deixa o meu pensamento.
Energia das marés,
Bate com força
Mas não me deixes cair.
Mãe Natureza,
Põe tudo em ordem
Leva os homens maus
Para fora daqui!
Ângela Gonçalves
Felicidade
Perdi-me no meio dos meus pensamentos
Com medo de não poder voltar atrás.
Não quero voltar a acordar com o sentimento de culpa
Que me penetra a alma durante a noite…
Sinto-me mal por não ter tentado…
Mas talvez ainda vá a tempo de me salvar
Deste horrível caminho sem volta a dar…
Os pesadelos encontram-me todos os dias,
A esperança começa a escassear na minha vida…
E a segurança? Essa deixou-me para trás.
Não há caminho sem obstáculos
Nem grandes subidas sem quedas.
Não há como percorrer a vida sem erros
Nem como corrigi-los à primeira tentativa.
Por isso, olha para a frente
Como quem não volta atrás.
E lembra-te que uma vida monótona
Não é aquela que desejas!
Tu queres brilho, aventura, fantasia!
Queres errar, correr, amar!
Tornar-te forte e chegar ao auge!
Lembra-te que só tu o podes fazer,
Só tu acabas de renascer!
Ângela Gonçalves
Com medo de não poder voltar atrás.
Não quero voltar a acordar com o sentimento de culpa
Que me penetra a alma durante a noite…
Sinto-me mal por não ter tentado…
Mas talvez ainda vá a tempo de me salvar
Deste horrível caminho sem volta a dar…
Os pesadelos encontram-me todos os dias,
A esperança começa a escassear na minha vida…
E a segurança? Essa deixou-me para trás.
Não há caminho sem obstáculos
Nem grandes subidas sem quedas.
Não há como percorrer a vida sem erros
Nem como corrigi-los à primeira tentativa.
Por isso, olha para a frente
Como quem não volta atrás.
E lembra-te que uma vida monótona
Não é aquela que desejas!
Tu queres brilho, aventura, fantasia!
Queres errar, correr, amar!
Tornar-te forte e chegar ao auge!
Lembra-te que só tu o podes fazer,
Só tu acabas de renascer!
Ângela Gonçalves
Felicidade Inesperada
Os teus olhos brilham
Focados nos meus,
O sorriso aparece
E deslumbro o céu…
Reparo na minha felicidade
Irradiada na tua face.
Canto de alegria pelos corredores:
Amar é o melhor do mundo!
Reapareceste na minha vida por magia,
Deste-me tudo aquilo que eu mais queria,
Ornamentado de amor e ousadia…
Ando as voltas com medo de te perder
Pois uma segunda vez será algo fatal…
Os teus olhos brilham
Focados nos meus,
O sorriso aparece
E deslumbro o céu…
Tu és como uma máquina fotográfica
Repleta de boas recordações.
O sol que me aquece e ilumina,
As noites de descanso e de rebaldaria…
Ângela Gonçalves
Focados nos meus,
O sorriso aparece
E deslumbro o céu…
Reparo na minha felicidade
Irradiada na tua face.
Canto de alegria pelos corredores:
Amar é o melhor do mundo!
Reapareceste na minha vida por magia,
Deste-me tudo aquilo que eu mais queria,
Ornamentado de amor e ousadia…
Ando as voltas com medo de te perder
Pois uma segunda vez será algo fatal…
Os teus olhos brilham
Focados nos meus,
O sorriso aparece
E deslumbro o céu…
Tu és como uma máquina fotográfica
Repleta de boas recordações.
O sol que me aquece e ilumina,
As noites de descanso e de rebaldaria…
Ângela Gonçalves
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Realidade
Procura no céu
O resto da tua alma.
Cai em terra
Por falta de esperança.
infiltra-te nos solos
Para melhor assimilação.
Torna-te complexa e útil!
Deixa de ser confortável!
Não voltes a cair!
Arrefece o coração.
Deixa que ele fique frio,
Morto de sede…
O passado não te fazia feliz,
O presente pouco melhor é,
Mas o futuro é todo teu!
Entrega-te a ele como se fosse a salvação
Daqueles dias passados sozinha sem solução…
Lembra-te que uma vida linear é aborrecida.
Todos os obstáculos servem para te tornares mais forte!
Por isso, aprende com os erros.
Não te deixes enfraquecer.
Torna-te forte e corajosa
Porque no fim és tu que vais vencer!
Ângela Gonçalves
domingo, 5 de maio de 2013
Perfeição
Ser mãe é acordar a meio da noite
Para curar uma dor de barriga.
Saber como resolver tudo.
Saber gerir, tempo, dinheiro e tarefas…
Ser mãe deve ser a melhor
E a pior coisa do mundo.
é abdicar daquilo que mais se gosta
Para ver o sorriso e a felicidade nos filhos…
Ser mãe é amar incondicionalmente!
Mãe tem cura para tudo,
Sabe onde estão as nossas coisas
E acima de tudo,
Cuida de nós melhor do que ninguém…
Ser mãe é proteger
E saber dizer que não…
É ter uma saúde de ferro
Mesmo não tendo.
É ser a lutadora
Que só sabe vencer.
É a única que nos dá o ombro
Quando nos vê a enfraquecer.
A mãe está sempre lá para nós.
E todos nós devíamos saber
Que a mãe é a única
Que nos vai acompanhar para sempre.
Pois ser filha
É amar verdadeiramente a mãe!
Discutir quando ela está
E ter saudades quando se ausenta…
É saber dar valor à mãe
E chegar a ser, um dia,
Tão perfeita como a mãe…
Ângela Gonçalves
Para curar uma dor de barriga.
Saber como resolver tudo.
Saber gerir, tempo, dinheiro e tarefas…
Ser mãe deve ser a melhor
E a pior coisa do mundo.
é abdicar daquilo que mais se gosta
Para ver o sorriso e a felicidade nos filhos…
Ser mãe é amar incondicionalmente!
Mãe tem cura para tudo,
Sabe onde estão as nossas coisas
E acima de tudo,
Cuida de nós melhor do que ninguém…
Ser mãe é proteger
E saber dizer que não…
É ter uma saúde de ferro
Mesmo não tendo.
É ser a lutadora
Que só sabe vencer.
É a única que nos dá o ombro
Quando nos vê a enfraquecer.
A mãe está sempre lá para nós.
E todos nós devíamos saber
Que a mãe é a única
Que nos vai acompanhar para sempre.
Pois ser filha
É amar verdadeiramente a mãe!
Discutir quando ela está
E ter saudades quando se ausenta…
É saber dar valor à mãe
E chegar a ser, um dia,
Tão perfeita como a mãe…
Ângela Gonçalves
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Para a Sandra
Encontro-me no meio de um deserto,
Perdida, sozinha e de alma vazia…
Penso no meu futuro e nos meus sonhos
Que poderão estar completamente arruinados
Por causa desta viagem
Planeada para ser inesquecível…
Sinto-me incapaz de continuar.
Angustiada no meio desta situação…
Não sei como sair daqui,
Deste desafio desastroso que me deixou desamparada.
Resta-me apenas acreditar…
Acreditar que vou voltar…
Penetro então o mais profundo da minha alma
E recordo o passado como uma utopia.
Tenho medo que ninguém me possa salvar,
Medo de morrer aqui sozinha…
O Planeta é enorme e dinâmico
E eu tinha de acabar aqui
Lamentando o meu passado…
(10 dias depois)
Voltei a encontrar o meu diário
E vou completar a minha história…
Fui salva por um homem
Que passou de dromedário.
Levou-me até à sua tenda
E ofereceu-me chá de menta…
Levou-me até à civilização…
Ficará para sempre no meu coração
Pois este homem foi a minha salvação…
Aprendi com ele a valorizar a minha vida
E a nunca mais me desprender totalmente do passado…
Ângela Gonçalves
Perdida, sozinha e de alma vazia…
Penso no meu futuro e nos meus sonhos
Que poderão estar completamente arruinados
Por causa desta viagem
Planeada para ser inesquecível…
Sinto-me incapaz de continuar.
Angustiada no meio desta situação…
Não sei como sair daqui,
Deste desafio desastroso que me deixou desamparada.
Resta-me apenas acreditar…
Acreditar que vou voltar…
Penetro então o mais profundo da minha alma
E recordo o passado como uma utopia.
Tenho medo que ninguém me possa salvar,
Medo de morrer aqui sozinha…
O Planeta é enorme e dinâmico
E eu tinha de acabar aqui
Lamentando o meu passado…
(10 dias depois)
Voltei a encontrar o meu diário
E vou completar a minha história…
Fui salva por um homem
Que passou de dromedário.
Levou-me até à sua tenda
E ofereceu-me chá de menta…
Levou-me até à civilização…
Ficará para sempre no meu coração
Pois este homem foi a minha salvação…
Aprendi com ele a valorizar a minha vida
E a nunca mais me desprender totalmente do passado…
Ângela Gonçalves
sábado, 6 de abril de 2013
Sentimento Precoce
As lágrimas secam,
O sorriso volta,
A mágoa solta-se,
O sono recupera-se,
Mas o amor permanece…
A estupidez ultrapassa limites,
O sonho deixa de comandar a vida.
Tudo se desmorona
E a alma é perdida…
No meio disto tudo
Resta o sentimento de glória
Por nunca desistir.
Há muita vida pela frente…
Não será um sentimento precoce
Que comandará a minha vida…
Ângela Gonçalves
quinta-feira, 4 de abril de 2013
A Última Etapa
A primavera está a chegar,
Já oiço os pássaros a chilrear
E sinto-me cada vez mais perto,
De ancorar…
Encontro-me ainda nesta floresta,
Escura e sombria…
Uma floresta densa
E sem aparente saída.
O sol já espreita lá no céu.
O meu coração aquece e volta à vida!
Vejo uma luz ao fundo desta floresta;
Será a minha salvação?
Ou será o fim da minha motivação?
Talvez seja talvez não…
Hei-de tentar com o resto das minhas forças
Encontrar o caminho (uma solução)
Para esse futuro tão incerto.
Talvez não seja hoje nem amanhã.
O que interessa é tentar e um dia…
Talvez um dia consiga vencer!
Inspiração não há-de faltar!
Ângela Gonçalves
terça-feira, 2 de abril de 2013
Para o Leonardo
Antigamente em Portugal,
Quando os escravos eram negros
E os mapas cor-de-rosa,
Haviam cabeças esmagadas por toda a parte…
No ergastulo ora gemiam de fome
Ora gemiam por voltas nas tripas…
Viam o sol ao de leve
E tinham a dor vincada no coração.
Hoje olho para a pessiché
E vejo o retrato da minha alma
Naquele livro ali pousado…
O Leonardo à noite,
Fala-me de crise e não se apercebe
Que em tempos não era só ele
Que desfazia carne em pedaços…
Tribos eram despedaçadas
E não haviam talhantes...
Quando os escravos eram negros
E os mapas cor-de-rosa,
Haviam cabeças esmagadas por toda a parte…
No ergastulo ora gemiam de fome
Ora gemiam por voltas nas tripas…
Viam o sol ao de leve
E tinham a dor vincada no coração.
Hoje olho para a pessiché
E vejo o retrato da minha alma
Naquele livro ali pousado…
O Leonardo à noite,
Fala-me de crise e não se apercebe
Que em tempos não era só ele
Que desfazia carne em pedaços…
Tribos eram despedaçadas
E não haviam talhantes...
Ângela Gonçalves
terça-feira, 26 de março de 2013
Memórias de Um Átomo
Procuro pela nuvem eletrónica
Algo que me afaste do Alzheimer…
Encontro no núcleo
Memórias esquecidas da infância
Perdida e infeliz.
Apenas encontro
Uma réstia de excitação
Provocada pelo aquecimento
Das partículas que agitam
Num turbilhão…
Formam-se moléculas
Por fusão.
Liberta-se energia
E atingimos o equilíbrio…
A ambiguidade destas meras palavras
Torna-me incapaz de continuar
Num só caminho galático...
Impede-me de escrever
A autêntica Bíblia das estrelas.
E deixa-me presa
Á minha ignorância fatal…
Ângela Gonçalves
Adormecer Contigo
O toque suave,
A respiração calma,
O calor corporal
E a alma completa.
Tudo isto eu sinto
Quando te deitas ao meu lado
E me dás um beijo de boa noite.
Reconfortante, macio
Ao de leve e um mimo.
É o que me faz dormir
E sonhar em plenitude.
Tudo aquilo que eu sinto
Te dou de volta
E volta a mim a dobrar.
Tudo o que partilho contigo
Voltará em circulo
E permanecerá,
Porque isto é amar…
Ângela Gonçalves
Procurando Inspiração
Algures por entre as árvores
Nesta densa floresta
Onde a escuridão é abundante,
Procuro pela minha alma
Também escura…
A alma que outrora
Fora repleta de vida,
De ideias, cores,
Feliz e com energia…
Uma alma que agora
Está morta e incapaz
No meio da vasta floresta.
Talvez a falta de inspiração
Lhe tire a infima vida
Que ainda possa restar.
Talvez seja necessário
Uma estrela para a animar.
A noite cai e o céu
É nublado, escuro e sem brilho.
Talvez seja isso
Que não me permite encontrar
A minha inspiração…
Ângela Gonçalves
Céu Estrelado
Nuvem da manhã,
A nova encarnação
Do céu estrelado.
Vem comigo viajar
Neste meu Mundo
Repleto de tristeza.
Vem e deixa os outros
Para contemplarem
O magnífico céu estrelado.
Mal a noite cai
Todos correm
Para ver este espetáculo
Repleto de magia e luz.
Cada pensamento meu
Quando concretizado
Torna-se brilhante e enorme.
Uns mais quentes outros mais frios…
Alguns parecidos
E todos diferentes…
Pensamentos de raiva,
De alegria, amor e fantasia.
Pensamentos reais,
perfeitos e indescritíveis.
Tudo tem o seu lugar
A minha mente não tem limites
Não há buracos negros,
Eu possuo o infinito!
Ângela Gonçalves
quarta-feira, 20 de março de 2013
Pensamento Circular
Escrever para quê?!
Se as palavras
São apenas
Fruto da imaginação?
Conversar para quê?!
Se usamos as palavras?
Pensar porquê?!
Se tudo acaba na ilusão?
Para quê tantos paradoxos?
Será a vida um caminho sem sentido?
Será que eu caminho à procura da saída?
Porquê sair se isso leva à morte?
Porquê o medo da morte?
Porquê que à volta dos paradoxos
Giram as questões circulares?
Para fazermos o ciclo da vida?!
Talvez seja assim,
Mas acabo sempre
Sem certezas
De nada!
E o nada o que é?
O melhor será parar por aqui...
Ângela Gonçalves
segunda-feira, 11 de março de 2013
Cansados de ti
O Mundo está cansado de ti!
Estás demasiado batida,
Demasiado sofrida e espremida.
Estamos cansados, vai!
Vai-te embora daqui!
Ninguém te vai querer assim.
Experimentada pela maioria
Vivenciada pelos mais frágeis...
Vai! Vai para longe!
És aborrecida e trazes problemas.
Trazes união,
mas só se te fizermos morrer!
Por favor,
Crise vai embora daqui!
Ângela Gonçalves
Estás demasiado batida,
Demasiado sofrida e espremida.
Estamos cansados, vai!
Vai-te embora daqui!
Ninguém te vai querer assim.
Experimentada pela maioria
Vivenciada pelos mais frágeis...
Vai! Vai para longe!
És aborrecida e trazes problemas.
Trazes união,
mas só se te fizermos morrer!
Por favor,
Crise vai embora daqui!
Ângela Gonçalves
Subscrever:
Comentários (Atom)