Julgava-te desaparecido,
Mas resolveste voltar a aparecer.
Dás sentido à minha vida
E magoas sem dar conta do que andas a fazer…
Julgava-te perdido,
Em caminhos onde mais ninguém
Te pudesse descobrir..
Ficaste fraco e deixaste
Que te voltassem a encontrar…
Julgava-te sozinho,
Mas tens bastante companhia
Para te entreter.
Deste cabo da nossa relação
E nem te preocupas
Em como a resolver.
Julgava-te extinguido
Só que algo tão forte
Não acaba assim…
Julgava-te só meu
E nunca tive eu algo
Tão forte só para mim.
Sou livre de julgar,
Mas foi por isso que
Todo o mundo me perdeu…
Ângela Gonçalves
28-07-2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Cálculos Soltos
Não sei quantas peças tenho
Nem tenho na memória pequenas fórmulas
Para as poder montar…
Não sou um génio da matemática
Nem tenho vontade de me esforçar…
A Terra gira, o sangue circula nas veias…
O vento assobia, o mar revira as areias…
Tudo cada vez mais desregulado,
Todo o meu corpo está acidentado.
Procuro algo, mas não sei bem o quê.
Viajo sem rumo, apesar de procurar um fim…
Perco as forças e nunca as estribeiras,
Olho de lado o futuro real…
Tenho o meu próprio mundo
Na minha pequena realidade.
Deito fora o real,
Fico na parte imaginária.
Nunca fui um génio da matemática.
No entanto, no meu mundo, nada é complexo
E sou a rainha do imaginário.
Olho para o passado olhos nos olhos.
Nunca tive medo dele.
Afinal, ele nunca mais vai voltar.
E eu, ainda poderei ser um verdadeiro génio da matemática!
Ângela Gonçalves
05-07-2014
Nem tenho na memória pequenas fórmulas
Para as poder montar…
Não sou um génio da matemática
Nem tenho vontade de me esforçar…
A Terra gira, o sangue circula nas veias…
O vento assobia, o mar revira as areias…
Tudo cada vez mais desregulado,
Todo o meu corpo está acidentado.
Procuro algo, mas não sei bem o quê.
Viajo sem rumo, apesar de procurar um fim…
Perco as forças e nunca as estribeiras,
Olho de lado o futuro real…
Tenho o meu próprio mundo
Na minha pequena realidade.
Deito fora o real,
Fico na parte imaginária.
Nunca fui um génio da matemática.
No entanto, no meu mundo, nada é complexo
E sou a rainha do imaginário.
Olho para o passado olhos nos olhos.
Nunca tive medo dele.
Afinal, ele nunca mais vai voltar.
E eu, ainda poderei ser um verdadeiro génio da matemática!
Ângela Gonçalves
05-07-2014
Mundo (Id)eal
Estou preso numa sociedade
Onde ninguém sabe quem é.
É triste ver uma realidade
Onde se mostra mais do que aquilo que somos.
É ridículo observar significados distorcidos…
(Uma juventude perdida e escumalha parola.)
Nós, parcialmente apanhados distraídos,
Acabamos aqui, perdidos, assistindo ao jogo da bola.
Que mais devo eu fazer?
Devo realmente abrir a pestana aos demais
Ou desatar a fugir no final da primeira parte?
Não devo sequer ter mais do que uns míseros reais
Para poder ter o Poder de fazer algo…
Lá no fundo, também não sei quem sou…
Mas, estou consciente do que se passou!
Emiliano Fagundes (Heterónimo)
22.06.2014
Onde ninguém sabe quem é.
É triste ver uma realidade
Onde se mostra mais do que aquilo que somos.
É ridículo observar significados distorcidos…
(Uma juventude perdida e escumalha parola.)
Nós, parcialmente apanhados distraídos,
Acabamos aqui, perdidos, assistindo ao jogo da bola.
Que mais devo eu fazer?
Devo realmente abrir a pestana aos demais
Ou desatar a fugir no final da primeira parte?
Não devo sequer ter mais do que uns míseros reais
Para poder ter o Poder de fazer algo…
Lá no fundo, também não sei quem sou…
Mas, estou consciente do que se passou!
Emiliano Fagundes (Heterónimo)
22.06.2014
O Meu Desafio
É o desafio aquele que me leva a continuar,
O desejo voraz que não me deixa parar
E a conquista plena da qual não me posso libertar!
O desafio é desafiar-me,
Levar-me mais além
E, acima de tudo, amar-me…
A conquista é insaciável
Quando a descoberta é impossível…
E um homem assim é sábio!
Não por achar que o é,
Não por fazer para o ser…
É um dado adquirido
Querer sempre mais e mais!
E o meu desafio é esse mesmo,
Superar-me em tudo o que faço
A cada dia que passa…
Ângela Gonçalves
O desejo voraz que não me deixa parar
E a conquista plena da qual não me posso libertar!
O desafio é desafiar-me,
Levar-me mais além
E, acima de tudo, amar-me…
A conquista é insaciável
Quando a descoberta é impossível…
E um homem assim é sábio!
Não por achar que o é,
Não por fazer para o ser…
É um dado adquirido
Querer sempre mais e mais!
E o meu desafio é esse mesmo,
Superar-me em tudo o que faço
A cada dia que passa…
Ângela Gonçalves
Solidão Ponderada
Paredes sólidas, Brancas,
De tamanha tristeza e escuridão…
Contemplo-as como se mais nada
Eu tivesse para além desta infindável solidão…
Estupidez propositada aquela de quem não quer ver
E julga por aquilo que pensa ali estar…
Este é o pecado mais feio dos comuns mortais,
Dos quais resta a sede como consequência
De se negarem a viver,
Ou por pensarem naquilo
Em que devem ou querem crer…
E quem não sofre deste pensamento comum
Acaba num canto fechado, sozinho e de jejum.
Perdido em lágrimas de quem tentou ser superior
E fracassou…
Mas não sou como os comuns mortais
Nem faço parte dos demais
Que se refugiaram no choro e na solidão…
Conquistarei o meu próprio Mundo,
Com as minhas próprias regras e sem julgamento…
Terá tudo aquilo que me ficou gravado na memória
Em ponto superior e melhorado,
Pois é dos fortes que reza a história!
Ângela Gonçalves
De tamanha tristeza e escuridão…
Contemplo-as como se mais nada
Eu tivesse para além desta infindável solidão…
Estupidez propositada aquela de quem não quer ver
E julga por aquilo que pensa ali estar…
Este é o pecado mais feio dos comuns mortais,
Dos quais resta a sede como consequência
De se negarem a viver,
Ou por pensarem naquilo
Em que devem ou querem crer…
E quem não sofre deste pensamento comum
Acaba num canto fechado, sozinho e de jejum.
Perdido em lágrimas de quem tentou ser superior
E fracassou…
Mas não sou como os comuns mortais
Nem faço parte dos demais
Que se refugiaram no choro e na solidão…
Conquistarei o meu próprio Mundo,
Com as minhas próprias regras e sem julgamento…
Terá tudo aquilo que me ficou gravado na memória
Em ponto superior e melhorado,
Pois é dos fortes que reza a história!
Ângela Gonçalves
O Erro é a Base do Universo
Se errar é humano,
Não seremos todos um erro?
Não será a minha vida
Uma incognita perdida?
Farei eu mais do que sobreviver?
Deverei aprender a viver?
Limito-me a aqui estar
E nem sei o que ando a fazer…
Que fez o Mundo para eu o merecer?
A minha vida é uma incógnita sofrida.
Desespero, horror, ódio…
Tanto sentimento negativo
E nem tenho um pódio onde os colocar…
Não há uma ordem em que os possa manter
E nem sempre merecem ser,
Pela minha alma, exprimidos.
Sou o erro mais capaz
De todo o Universo.
Aprendo nele a errar
Com toda a minha pequena força.
E, invadida por todo este pensamento
Não deixo de ser uma incapaz alma incompreendida…
Ângela Gonçalves
Não seremos todos um erro?
Não será a minha vida
Uma incognita perdida?
Farei eu mais do que sobreviver?
Deverei aprender a viver?
Limito-me a aqui estar
E nem sei o que ando a fazer…
Que fez o Mundo para eu o merecer?
A minha vida é uma incógnita sofrida.
Desespero, horror, ódio…
Tanto sentimento negativo
E nem tenho um pódio onde os colocar…
Não há uma ordem em que os possa manter
E nem sempre merecem ser,
Pela minha alma, exprimidos.
Sou o erro mais capaz
De todo o Universo.
Aprendo nele a errar
Com toda a minha pequena força.
E, invadida por todo este pensamento
Não deixo de ser uma incapaz alma incompreendida…
Ângela Gonçalves
Comida
A maior beleza é aquela
Que vem de um frigorífico cheio.
E quando este está vazio
Percorre a minha espinha o calafrio
Mais horrível de toda a existente vida...
Um dia sem comer na solidão da noite
Preenche, não só um vazio no estômago,
Mas também um vazio no Monte
Que consigo avistar da janela do meu quarto
Enquanto a minha face se reflete debaixo da ponte.
O Monte dos desejos me inunda
E debaixo da ponte acordo
Com um hálito podre e de barriga vazia...
A manhã era muito fria
E é nela que concordo
Que não há melhor do que comida...
O simples som de uma baguete,
A estalar acabadinha de sair do forno,
Faz me lembrar as manhãs
Em que a minha mãe também me servia um bolo.
(Saudades daqueles pequenos almoços sublimes...)
Acompanho este pequeno almoço reforçado
Com um belo sumo muito açucarado.
(Ai, imaginação! Levas-me tão longe...)
Meu estômago pede comida,
E nada mais desta triste vida...
Ângela Gonçalves & Pedro Matias
Que vem de um frigorífico cheio.
E quando este está vazio
Percorre a minha espinha o calafrio
Mais horrível de toda a existente vida...
Um dia sem comer na solidão da noite
Preenche, não só um vazio no estômago,
Mas também um vazio no Monte
Que consigo avistar da janela do meu quarto
Enquanto a minha face se reflete debaixo da ponte.
O Monte dos desejos me inunda
E debaixo da ponte acordo
Com um hálito podre e de barriga vazia...
A manhã era muito fria
E é nela que concordo
Que não há melhor do que comida...
O simples som de uma baguete,
A estalar acabadinha de sair do forno,
Faz me lembrar as manhãs
Em que a minha mãe também me servia um bolo.
(Saudades daqueles pequenos almoços sublimes...)
Acompanho este pequeno almoço reforçado
Com um belo sumo muito açucarado.
(Ai, imaginação! Levas-me tão longe...)
Meu estômago pede comida,
E nada mais desta triste vida...
Ângela Gonçalves & Pedro Matias
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Doença Terminal
Espasmo cardíaco irregular,
Soluçar lacrimoso por demais amar,
Solidão poda aquela que quero viver
Leva a cabo a depressão e retira da vida todo o prazer…
Escárnio que sinto por parte dos outros,
Nojo que demonstro perto de gente.
Quero isolar-me no passado
Enquanto todos vivem Um presente…
É deprimente todo o meu ser.
sou vítima da minha ausência de prazer
Gozo por não poder brincar
E pelo caminho passo sem volta a dar…
Mas eu não quero!
Não quero continuar a sofrer.
Faço de tudo para aqui ficar…
Não quero!
Não posso continuar a sobreviver…
Ângela Gonçalves
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Destino Bloqueado
Giras como ninguém sabe girar,
Falas como se nada te pudesse parar,
Ages como se o Mundo fosse acabar
E fitas-me como se fosses capaz de me amar…
A verdade é que nunca
Giraste, falaste ou agiste…
De tal forma que só
O meu coração partiste…
Podes até fitar o universo
E nada fará mais sentido
Do que este simples verso…
Estou sozinha neste caminho
Porque jamais completarás o destino
De quem por ti só tem sofrido…
Ângela Gonçalves
06-04-2014
domingo, 30 de março de 2014
3ª Guerra Mundial
Que rumo é este que estamos a seguir?
Estaremos nós sem sítio para fugir,
Estar a salvo ou prestes a sucumbir?
Seremos para sempre um alvo?
Que espécie de mundo criamos?
Perfeito nos deram e nós o desordenamos
Tudo o que era um prazer passou a puro transtorno
É para esta posição que nos rebaixamos?!
Todos os nossos atos têm retorno…
Aprendemos a viver com medo,
Cada dia como se fosse a primeira vez,
Mas vivemos envoltos em segredo
E sem margem para um talvez…
Não sei de história ou de filosofia
E talvez a ética nem seja a minha melhor amiga,
Mas sei de uma nova geografia
Da qual faz parte um novo mundo.
Vastos são o sangue e o descontentamento que banham as águas
E nas correntes do Mar Negro que carregam as nossas mágoas
Somos governados por aqueles que se focam no seu interesse
E vão roubando o nosso Futuro, espezinhando o Presente.
Somos alvo do nosso próprio disparo!
Bombas atómicas, mísseis e até a internet,
Toda a evolução supostamente benigna
Toma partido do mundo como um passo para o futuro…
Não passando de uma atitude completamente maligna,
A conquista de um pequeno Mundo!
Ideais numa mente nada digna, escura
Correm de geração em geração, sem abrandar,
Os caminhos dos jardins podres da amargura
Ao som gritos, acompanhados por momentos de tortura…
Vejo-a aproximar-se, derradeira!
Todos se querem envolver em contratempos.
Só nos queríamos integrar numa comunidade mais justa…
Acabamos encurralados pelos antepassados,
Despoletando a pior guerra de todos os tempos!
Ângela Gonçalves & David Costa
O Inesperado
Hoje sinto-me alegremente negra,
Perdida na música
E apaixonada pela vida…
Será que ela me consegue ver?
Serei mais um somente a contemplar
O seu brilho no olhar
Parece não estar mais aqui, tal como eu, estou a desaparecer!
Todos pensam que sou uma jovem perdida,
A minha alma jamais me deixa vencer.
Estou presa, mas explosiva
Quero sair! Não posso perder!
Ao fechar os olhos é como se a conseguisse decifrar,
Aquele punho cerrado perpetuado no Destino procurado
Rompe a brisa do vento, esse véu tão fino que cobre o Mundo,
Sinto a sua vida, balançando agressivamente pelo ar…
Concentro-me na minha música,
Ela envolve-me!
(E)levo a voz ao Olimpo,
Mas dou conta de um olhar
Que na realidade me encolhe.
Consegui ver os meus olhos nos seus,
Quero falar, contar-lhe alguns segredos meus.
Nunca imaginei algo assim, estou assustado...
Tantas perguntas à procura de respostas... Estou petrificado!
Baixei a cabeça, corei…
Nunca tinha experimentado tal sensação.
Foi como se nunca tivesse sentido meu coração.
Sinto que chorei…
Não posso perder-me na ilusão,
Mas quem olha assim não teme um adeus…
Queria ir ao seu encontro, mas as minhas pernas não faziam o que queria
Somos apenas eu e ela, mais ninguém
Devia ser a primeira vez que o sentia...
Onde estou? De que mundo novo é que ela vem?
Não sei o que fazer ou o que sentir,
Espero poder não me perder,
Mas o que me apetece é fugir…
(Dei por mim desamparada,
Sei que nunca mais irá acontecer…)
Deixei-me controlar.
Sem reacção comecei a caminhar sem saber onde ir,
Pus-me ao lado dela, tudo o que fiz foi sorrir.
Conheci o seu Mundo, acabei de lá chegar…
O que era negro em mim partiu,
Olhei para a frente e o futuro
Sorriu…
Ângela Gonçalves & David Costa
04-03-2014
O Meu Olhar Profundo
Tantas palavras por dizer,
Suspiros que acabam por morrer
Olhares que acabam por faltar,
Destinos que não se deixam completar…
Sentimentos que se desvanecem pelo ar
Enquanto sonho é conduzido pelo acreditar…
Desejos que não passam disso:
Forças das quais eu preciso!
Perco-me onde não há volta a dar…
O sonho era crescente, a vida efervescente
Profundamente sentida e sofrida
O caminho traçado pelo Destino
Tão solene e mórbido, é espelho
Do meu olhar tão esquecido e profundo…
Ângela Gonçalves & David Costa
02-03-2014
Sociedade da Atualidade
Todas as histórias começam por
“Era uma vez…”
Neste caso, a ausência de conteúdo
Plausível aos olhos de um Velho como eu
Tornam tudo claro como o breu
E não há metáfora que assista
A esta sociedade consumista
Que ao longo dos anos se (des)fez…
O tempo não faz por esperar,
Não tenciona parar,
O falso é aquele que conquista
Aquilo que quer, mas nunca o necessita.
Percorrem os velhos o Destino
Cruel, seco e indefinido…
Para que se torne pior do que clandestino
Sentir que vão destruindo um passado perdido…
Antes, pensar era existir.
Hoje, consumir é viver.
Temos uma sociedade em pleno
A consumir o seu próprio veneno.
Amanhã voltar atrás será impossível…
A metafísica da vida está completamente
Perdida e longe de ser fogo ardente.
Esta sociedade é incompreensível!
É sedução enquanto não se consegue obter…
Depois de fazer chegar tudo à nossa mão,
A sociedade (como sempre) vai-se esquecer
E, aí, não vai passar de pura ilusão…
A sociedade não passa do Mostrengo da atualidade!
Consome o que pode, fala do que não deve
Acaba a dever, limita-se a sobreviver…
E sim: é esta a triste e verdadeira realidade!
Ângela Gonçalves & David Costa
03-03-2014
Voa, Nau do Amor
O tempo embarca na luz…
Que ao fundo do túnel, é como esperança.
Como um sonho de liderança,
Luz que reluz, e fogo da minha infância
Que se incendeia à distância...
Arde, por haver demasiada
Terra para percorrer…
Essa ilustre chama que tudo irá varrer,
É por ti que se acende, sem nada a temer…
O sonho iremos vencer.
Uma guerra vamos travar.
Essa meta a ultrapassar,
É nossa até o sentimento desaparecer…
Mas o mar do sonho não deixaremos morrer!
A floresta densa vamos atravessar,
No mundo em que iremos vencer,
Pois o sentimento mais forte
É saber amar…
Ângela Gonçalves & Francisco Leonardo
Que ao fundo do túnel, é como esperança.
Como um sonho de liderança,
Luz que reluz, e fogo da minha infância
Que se incendeia à distância...
Arde, por haver demasiada
Terra para percorrer…
Essa ilustre chama que tudo irá varrer,
É por ti que se acende, sem nada a temer…
O sonho iremos vencer.
Uma guerra vamos travar.
Essa meta a ultrapassar,
É nossa até o sentimento desaparecer…
Mas o mar do sonho não deixaremos morrer!
A floresta densa vamos atravessar,
No mundo em que iremos vencer,
Pois o sentimento mais forte
É saber amar…
Ângela Gonçalves & Francisco Leonardo
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Pedra no Sapato do Amor
Vagueio pelas ruas,
Perco-me em lágrimas
Que outrora foram tuas…
As feridas que te sarei
E todos os caminhos que percorri,
Foram pelo amor que nunca senti…
Agora paro!
Dói porque já não há mais nada para doer….
Dispo-me de tudo aquilo que foi teu.
Deambulo na escuridão, sem medo,
Porque tudo aqui é claro como o breu…
Conheço tudo como a palma da minha mão.
Tudo menos a ti,
Que acabaste partindo o meu coração…
Foste tudo aquilo que eu achei perfeito,
Acabaste como o pior aperto do meu peito….
A desilusão foi fatal
A recompensa irreal.
Tirei os sapatos,
E a felicidade de um novo amor
Venceu!
Ângela Gonçalves
Flor de Lótus I
Eu não gosto de flores!
São essas flores de tantos amores
Que me dão, agora, tantas dores.
Não sei de amores ou de sentimentos aterradores
Dos quais só guardei rancores…
São sombras, são vidas,
Momentos a dois, inesquecíveis…
Onde o lume se ateia
E a pureza de lótus fala por si!
Esse grito de amor, não abre flor.
Na primeira luz do nosso dia
Respira o mundo de fantasia,
Em todas as pétalas inferiores…
Nasciam e erguiam-se outros amores,
Cresciam e vomitavam de alegria…
Essa vida que em todo o lado cabia,
Mas Lótus não era apenas fazer amor…
Flor, essa vida de tanta cor,
Trazia-me tanto sentimento complexo
Vivia com prazer, amor e nexo,
Desabrochava todas as manhãs,
E era Lótus a favorita do sexo!
Deixa aromas em lareiras a fumar,
Deixas-me pela tua seiva a salivar…
Fazes-me arder o sonho
E acabo despida só de pensar
Nesse mar cinzento tristonho,
Que outrora fora azul e risonho…
Façamos estrelas em nós mergulhar,
Neste segundo, na fração do olhar…
Acordei no seio do sonho,
Desejosa por florir!
A saudosa alma despir,
Pétala a pétala a desabrochar
E nosso coração embalar…
O teu coração bate forte, consigo ouvir
Inalando a fome de amar
E desejosa para tudo recomeçar…
Ângela Gonçalves & Francisco Leonardo
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
À Volta do Riacho
Seguíamos juntos a um riacho,
E, enquanto o meu olhar a seguia…
Nada mais o meu coração preenchia,
Senão a pura água que escorria…
Sobre si uma parreira tinha belo cacho,
E doce era o seu aroma, o seu sabor
Que repetia vezes até ao coma,
A vida e a frescura do seu sabor…
E eu, apenas observava a paisagem,
Sempre focado no seu olhar…
Até que, um pormenor da Natureza,
Me deu vontade de estagnar…
Era essa pura e cintilante beleza,
A chama do nosso caminhar
Onde residia luz para a vida
E a fé por nossos passos acolhida.
Aquela pedra ali, cheia de vida,
Mas inútil aos olhos de todos
Fez-me despertar do coma,
Trouxe-me até ao mundo dos sonhos!
Eram mares de sonhos
Aqueles que a nós nos rodeavam
E o sangue fervilhavam,
Matando aqueles rumos tristonhos...
Pedras que estão no meu caminho,
Erguem o meu íntimo,
Elevam o todo e qualquer ser
E um obstáculo não é ilegítimo,
Mas certamente que nunca virá sozinho…
Certa era a hora,
Que tornava tal sonho incerto,
Mas ele rondara por perto
E a nossa paz se fez, por este riacho fora.
Ângela Gonçalves & Francisco Leonardo
E, enquanto o meu olhar a seguia…
Nada mais o meu coração preenchia,
Senão a pura água que escorria…
Sobre si uma parreira tinha belo cacho,
E doce era o seu aroma, o seu sabor
Que repetia vezes até ao coma,
A vida e a frescura do seu sabor…
E eu, apenas observava a paisagem,
Sempre focado no seu olhar…
Até que, um pormenor da Natureza,
Me deu vontade de estagnar…
Era essa pura e cintilante beleza,
A chama do nosso caminhar
Onde residia luz para a vida
E a fé por nossos passos acolhida.
Aquela pedra ali, cheia de vida,
Mas inútil aos olhos de todos
Fez-me despertar do coma,
Trouxe-me até ao mundo dos sonhos!
Eram mares de sonhos
Aqueles que a nós nos rodeavam
E o sangue fervilhavam,
Matando aqueles rumos tristonhos...
Pedras que estão no meu caminho,
Erguem o meu íntimo,
Elevam o todo e qualquer ser
E um obstáculo não é ilegítimo,
Mas certamente que nunca virá sozinho…
Certa era a hora,
Que tornava tal sonho incerto,
Mas ele rondara por perto
E a nossa paz se fez, por este riacho fora.
Ângela Gonçalves & Francisco Leonardo
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